Pro Bono

Primeiras Impressões: ⚖️💥
Pro Bono começa enganando, e muito por culpa do próprio Kang Da-wit. À primeira vista, parece mais um dorama jurídico cheio de discursos bonitos sobre justiça e cenas previsíveis de tribunal. Na minha primeira impressão, ele parecia metido, arrogante e muito mais preocupado com popularidade, holofotes e a própria imagem do que com justiça de verdade. Tudo nele passava a sensação de alguém que jogava para a plateia.
Mas, conforme os episódios avançam, essa imagem começa a rachar. A verdade é que, dentro daquele peito cheio de orgulho, existe sim um coração. Mesmo sem demonstrar, Da-wit se sensibiliza com cada caso e passa a buscar a justiça a qualquer custo, ainda que isso vá contra o sistema, a lógica ou o próprio conforto. E, no meio desse processo, a série ainda entrega várias cenas hilárias, porque o contraste entre a pose durona e as situações absurdas em que ele se mete rende momentos ótimos. É justamente isso que faz a série funcionar.
A queda do “Juiz do Povo” 🧑⚖️📉
Quem mais aí gostou de ver o Kang Da-wit atuando como advogado? Porque, sinceramente, desde o primeiro episódio quando ele ainda era juiz, os argumentos que usava já pareciam muito mais de um advogado do que de um magistrado. Ele nasceu para advogar, isso sempre foi muito nítido.
Logo no início, ele também me deixou bastante confusa. Eu não conseguia entender se ele era realmente gentil com as pessoas ou se ajudava apenas para ganhar popularidade. Mas, independente disso, uma coisa ficou clara: Kang Da-wit entregou muito. Entregou entretenimento, presença de cena e carisma. Mesmo sendo rebaixado, ele não perdeu aquela pose cheia de convicção. Sua perspicácia é absurda. Ele sempre parece um passo à frente, como um verdadeiro detector de mentiras. Da-wit é, sem dúvida, um personagem fora da curva.
Park Gi-ppeum: o contraponto moral 💛📑
Park Gi-ppeum é o coração da série. Confesso que, a cada caso que ela insistia em pegar por ter um coração “mole”, eu pensava: precisava mesmo? Mas, ao mesmo tempo, é impossível não admirar o senso de justiça dela. Ela representa exatamente aquilo que o sistema tenta esmagar: empatia.
A dinâmica entre ela e Kang Da-wit é um dos pontos mais fortes do dorama. Não existe romance forçado nem rivalidade infantil. O que existe é conflito de valores, visões de mundo e escolhas muito diferentes sobre o que significa ser justo. E isso dá profundidade e densidade à narrativa.

Autora e criadora do "Keren Doramas?". 🫰💟
Apenas alguém que adora conversar sobre boas tramas e tudo que envolve o universo cinematográfico. 🎬✨
Comentários
- Seja o primeiro a comentar.